EXPOSIÇÃO

EXPOSIÇÃO

Como seria uma Escola onde aprendêssemos o Um, o Dois e os Muitos?

A resposta pode ser encontrada nesta exposição de Marta Wengorovius, a inaugurar na Galeria Trem, e onde se reúnem as obras que contam dessa Escola: as plantas, os cadernos, o bloco de notas, as perguntas aos professores, os livros que a inspiraram…os desenhos que nela são feitos.

Uma escola que não é uma escola, uma escola que é uma escultura habitada, por onde passamos e aprendemos com o Espaço. Uma obra participada, iniciada em 2016, onde estudamos de uma forma interdisciplinar, a Singularidade (o UM), a Cumplicidade (o Dois), e a Comunidade (o Muitos) e as suas acentuações em constante movimento.

Escola Nómada. Um, o Dois e os Muitos inaugura no próximo dia 24 de abril pelas 18h30. Esta é mais uma exposição no âmbito da programação do Curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve para a Galeria Trem, com o apoio do CIAC, da FCT e da Câmara Municipal/Museu Municipal de Faro.

A exposição, patente até ao dia 20 de junho, pode ser visitada de terça a sexta-feira das 11:30h às 18:00h e aos sábados, das 10:30h às 17:00h.

Marta Wengorovius (1963, Lisboa) Artista Visual. A sua pesquisa plástica e pessoal é multidisciplinar dialogando com outras disciplinas artísticas e científicas. Em 2012 funda a metodologia Um, dois e muitos com as obras e as suas ativações: Cabana de Leitura – Biblioteca Um, dois e muitos (2012); Um, dois e muitos – uma ilha em exposição (2016); e Escola Nómada (2016). A Metodologia Um, dois e muitos baseia-se no estudo do movimento do Um (a Singularidade), do Dois (a Cumplicidade), e dos Muitos (a Comunidade) e das suas acentuações em alternância constante. É doutoranda em Arte Contemporânea no Colégio das Artes, Universidade de Coimbra onde desenvolve a tese Um, dois e muitos. Expõe individualmente desde 1989. Das suas exposições e performances mais recentes destacam-se Preto Veludo, Cooperativa Árvore (2018); Um, dois e Muitos, Museu de História Natural, Lisboa (2018); Escola Nómada – Appleton Square (2018); Focus – drawings for use, Festival of Ephemeral Art, Sokolovsko, Polónia (2013); A Grande Saúde Fundação EDP, Lisboa (2012), Objectos de Errância, Museu do Chiado (2011); Mise à nu par l´action, Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris (2009).

martawengorovius.com

 

Imagem: Reprodução de obra de Marta Wengorovius

Primeira Aula Debaixo das Árvores Claire Nancy, 2018

Impressão de jacto tinta em papel Fine Art

55 x 51 cm

A Escola Nómada é física como a Serra da Arrábida e móvel como uma corrente de ar.

A Escola Nómada circula entre o Um, o Dois e o Muitos. Reúne e dispersa, como um coração.

A Escola Nómada não quer saber.

A Escola Nómada existe antes do saber, no silêncio, no encontro e na escuta.

A Escola Nómada é de fora para dentro e de dentro para fora.

A Escola Nómada é um recuo que permite avançar.

A Escola Nómada é no chão, no mar, debaixo das árvores.

A Escola Nómada nunca existiu.

A Escola Nómada começou antes de nós e nunca vai acabar.

A Escola Nómada está sempre a começar

Maria João Mayer Branco

 

The Nomad School is as physical as the mountain of Arrábida and as mobile as a gust of wind.

The Nomad School flows between One, Two and the Many. It gathers and scatters like the beating of the heart.

The Nomad School does not want to know.

The Nomad School exists before knowledge; in silence, the encounter and listening.

The Nomad School is from the outside in and from the inside out.

The Nomad School is a step backwards in order to move forwards.

The Nomad School is on the ground, in the sea, under the trees.

The Nomad School never existed.

The Nomad School started before us and it will never end.The Nomad School is always beginning.

Maria João Mayer Branco