EXPOSIÇÃO

EXPOSIÇÃO

Xana inaugura CONTENTORES 2016

O colaborador do CIAC, Xana, juntamente com António Olaio, inaugura CONTENTORES 2016, no dia 11 de junho, pelas 18h00, na Cobertura do Parque de Estacionamento da Marina de Cascais. A exposição decorre de 11 de junho a 31 de julho de 2016.

CONCEITO

O projeto CONTENTORES Cascais pretende assumir um papel dinamizador ao adotar um formato pouco convencional na arte pública contemporânea que se replica em manifestações de artistas reconhecidos no panorama artístico português, mas sob uma vertente Site Specific – obra específica para o espaço. Esta solução conceptual (Site Specific) compreende a necessidade de reabilitar e reavivar este espaço urbano em concreto (cobertura do estacionamento da Marina), sem perda de identidade ou transformação da sua forma, mas como uma reorientação ou redefinição das prioridades na sua génese e propósito específico de localização.

Está mais concretamente em causa o objeto “contentor” enquanto parte de uma moldura especificamente urbana que está presente numa ocupação maciça e (aparentemente) de forma caótica e desorganizada que se nos impõem e faz mal à vista. Pretende-se o reaproveitamento de um espaço por objetos aí previamente existentes, mas reorganizando-os e apresentando-os como um elemento tão importante para a obra como os próprios objetos artísticos.

Ao interiorizar as premissas anteriores e equacionar a localização do CONTENTORES Cascais em pontos-chave da zona balnear este projeto visa extravasar a arte dos seus espaços tradicionais e ainda promover a utilização de lugares anteriormente alheios de propósitos museológicos e similares, ao concorrer para a promoção da equidade no acesso à cultura, elemento fundamental nas sociedades modernas de incremento de cidadania.

Sem cultura não pode haver cidadania plena.

Com esta orientação estética (mas também pragmática) acreditamos atingir um ideal conotado com a massificação do acesso à Arte, numa verdadeira manifestação do conceito de arte-pública na qual esta entra em contacto com o espectador de modo espontâneo, bastando que para que isso haja um mínimo de esforço consciente da parte deste último. A arte pública tem por característica privilegiar o lugar do espectador, ao tomar a iniciativa de promover o encontro quando “desce” do seu pedestal. Facilitando o acesso à sua perceção sensorial. Contudo, não se trata somente do público que passa a ser entendido como motivo da localização invulgar da obra, mas também no próprio espaço envolvente. A paisagem em redor não funciona como um fundo, antes se transforma, na própria génese constitutiva e indissociável da manifestação artística.

ARTISTAS

Xana

Xana nasceu em Lisboa em 1959 e é licenciado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1984, ano em que passa a residir em Lagos no Algarve. É coautor do projeto de Licenciatura em Artes Visuais, da Universidade do Algarve, onde é professor convidado desde 2004.
Como artista visual realizou desde 1981 diversas exposições, cenografias ou intervenções em espaços públicos. Em 2005 a Culturgest, em Lisboa, apresentou uma seleção antológica das suas obras, intitulada “Arte Opaca e Outros Fantasmas”.
Nos últimos anos tem centrado o seu trabalho artístico na criação de instalações/construções temporárias de arte pública. Nesse âmbito destaca-se a construção, em 2009, um grande “Arco do Triunfo” no Passeio de Gràcia em Barcelona. Apresentou em 2010, nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, a instalação “Assembleia”, integrada na exposição “Res Publica”. De Fevereiro a Junho de 2012 realizou no Museu do Chiado” a instalação “Nova Assembleia e algumas próteses”.
Constrói na primavera de 2012, no Parque de Escultura Contemporânea Almourol, Vila Nova da Barquinha, a intervenção escultórica “Uma Casa no Céu”. Em 2013 realizou a instalação “Amor Libera Lux” no âmbito da iniciativa “Vicente’ 13” em Belém, Lisboa.
Xana está representado em diversos museus e coleções públicas, nomeadamente: o Museu de Serralves no Porto, Kunstlerhaus-Musonturm em Frankfurt, a Fundação Luso-Americana e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

Antonio Olaio

António Olaio, nascido em 1963, Lubango, Angola. Vive em Coimbra. Professor no Curso de Arquitetura e Diretor do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. A evolução do seu trabalho como performer na década de 80 levou-o a assumir o papel de cantor, entre 1987 e 1992, com o grupoRepórter Estrábico, e, desde 1994, com o músico João Taborda (as canções que compõem integram frequentemente os seus vídeos e exposições). “Brrrrain” foi o título que escolheu para uma grande exposição antológica sua na Culturgest, em 2009, como forma de sintetizar o seu trabalho e o seu percurso. Brrrrain associando à mente, mas sobretudo ao cérebro, arte como inteligência material, mas material como um motor, na importância que a performance na sua pintura, nos seus vídeos, nas suas canções. Recentemente o desenho assume uma particular importância no seu trabalho, na exploração conceptual das virtudes do artesanal.

DIREÇÃO ARTISTICA

P28 / Sandro Resende

P28 Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico

Explora a relação entre a cidade, espaços “não lugares” e cultura.

Promove o desenvolvimento artístico no máximo das suas vertentes, reabilita mentalidades e aposta numa ação de responsabilidade social direcionada para a doença mental.

A P28 defende uma posição singular e crítica, confrontando com o que nos é exterior. A P28 serve de intermediário entre o artista e o público, reunindo e disponibilizando espaços para encontros artísticos e, consequentemente, de partilha. As suas funções distribuem-se pela produção de projectos artísticos internos e fora de muros, como também pela apresentação de exposições, concertos, peças de teatro, entre outros.