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Chamada de trabalhos para a nova edição da Rotura a decorrer até 30 de setembro
Encontra-se aberta, até o dia 30 de setembro de 2026, a chamada para o novo número da ROTURA – Revista de Comunicação, Cultura e Artes, publicada pelo CIAC (Nº 1, Vol. 7).
Este número tem como objetivo examinar o impacto das práticas de arte dos novos media na performance musical de instrumentistas com formação clássica. Procura explorar de que forma estas práticas estão a reconfigurar os papéis e identidades dos performers, deslocando-os de intérpretes para criadores híbridos envolvidos com interatividade, algoritmos e sistemas generativos. Em vez de se limitar a refletir sobre desenvolvimentos passados, o número enfatiza a forma como a performance opera em paradigmas de co-agência na criação multimédia, entendida como um processo distribuído que reconfigura autoria e agência.
Neste contexto, a co-agência refere-se à interação dinâmica e distribuída entre performers humanos e sistemas tecnológicos, na qual a agência emerge relacionalmente, em vez de residir exclusivamente no performer.
A relação intrincada com a tecnologia tradicionalmente é uma característica definidora da performance musical. No contexto da revolução digital e da informação, os performers contemporâneos enfrentam novos desafios técnicos, tecnológicos e estéticos, o que coloca uma pressão crescente sobre os performers para adquirirem novas competências e redefinirem o seu papel. Os instrumentistas de hoje operam num ambiente complexo em que as competências musicais tradicionais se entrelaçam com a proficiência tecnológica e práticas artísticas experimentais, dando origem ao que pode ser descrito como o “pós-performer”.
Este papel expandido abrange não apenas a interpretação, mas também o design sonoro, a composição e a interação em tempo real com sistemas digitais. Assim, os instrumentistas contemporâneos são chamados a adotar uma abordagem multifacetada, na qual a tecnologia estende a fisicalidade do corpo e reconfigura os limites da prática musical e da expressão artística.
Tópicos de interesse
Aceitam-se submissões que incluam, mas não se limitem a:
- Paradigmas do pós-performer e identidades artísticas híbridas;
- Co-agência, autoria distribuída e interação humano–máquina na performance;
- Práticas de arte dos novos media na performance instrumental;
- Performance instrumental e sistemas generativos/algorítmicos;
- Interação em tempo real, eletrónica ao vivo e instrumentos aumentados;
- Corporalidade, gesto e técnicas instrumentais expandidas em contextos tecnológicos;
- O papel da partitura na performance mediada tecnologicamente;
- Design sonoro e composição na prática instrumental;
- Performance como espaço de investigação em metodologias artísticas e baseadas na prática;
- Estéticas pós-digitais e práticas performativas experimentais;
- Inteligência artificial e aprendizagem automática na performance musical;
- Escuta expandida e novos modos de envolvimento do público.
Datas importantes
Limite para submissão de trabalhos: 30 de setembro de 2026
Notificação de aceitação: 15 de novembro de 2026
Envio da versão final: 31 de dezembro de 2026
Publicação: 28 de fevereiro de 2027
A chamada completa pode ser encontrada (aqui).
Esta publicação também está disponível em: Inglês