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“Travessias”, de Vítor Hugo Gomes, em exposição no Lisboa Incomum
A instalação “Travessias” chega ao Lisboa Incomum integrada na 9.ª edição do evento Cultura & Sustentabilidade 2025, de 21 a 23 de novembro. De autoria de Vítor Hugo Gomes, investigador do CIAC, neste artefacto, a presença do visitante é parte da obra.
“Travessias” é uma instalação interativa de cariz artivista que confronta o visitante com a realidade dramática de milhares de pessoas forçadas a abandonar os seus países em busca de abrigo, auxílio e melhores condições de vida. Focada nas travessias marítimas, contrapõe a ideia comum do mar como espaço de introspeção e paz com o seu lado invisível, marcado por sofrimento e tragédia. À medida que é detetada a presença de alguém, a paisagem muda, o mar deixa de ser calmo e contemplativo, e revela o que o nosso olhar costumava deixar fora de campo. O visitante é chamado a assumir o seu olhar e a reconhecer o seu papel como testemunha desta realidade. A paz e a tranquilidade do mar sustentam-se na nossa indiferença, mas quando olhamos de frente o mar devolve-nos a urgência do compromisso. “Travessias” interpela cada pessoa com uma escolha ética inevitável: olhar ou desviar o olhar, reconhecer ou negar aquilo que persiste mesmo quando preferimos fingir que não existe.
O evento “Cultura e Sustentabilidade” é coorganizado anualmente pelo Projecto DME no espaço Lisboa Incomum.
Contando com oito edições desde 2017 (ano de inauguração do espaço lisboeta), tem como objetivo fomentar uma discussão interdisciplinar (artística, científica, política) sobre os papéis que as práticas artísticas podem assumir para a consciencialização ambiental, intervindo na discussão sobre temas como a sustentabilidade e a ecologia. Esta discussão é feita entre o público e os convidados do evento através de diferentes tipos de actividades, como conferências, concertos e workshops.
À semelhança das três últimas edições, o evento conta com a coorganização do CCMAR – Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e terá lugar nos dias 21, 22 e 23 de novembro, tendo como mote o Oceano. Sob o subtítulo “Migrações e Clima na Década do Oceano”, o programa propõe-se pensar as relações entre a crise climática, os ecossistemas marinhos e os deslocamentos humanos.
Mais informações sobre a obra e o artista.
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